Ginástica Rítmica


A Ginástica Rítmica (GR) é uma disciplina olímpica essencialmente feminina que se caracteriza por combinar aspetos estéticos e artísticos através da realização de movimentos corporais, coordenados com o manejo dos aparelhos portáteis, que são: a corda, o arco, a bola, as maças e a fita.

Os exercícios apresentam um elevado nível de dificuldade técnica e exigência física e são realizados fluentemente em harmonia com a música. Laffranchi (2005, p. 1) considera a GR como a perfeita combinação entre desporto e arte e descreve-a como “um desporto que visa não só o rendimento, mas também a produção de um espetáculo, que incorpora características da dança, da ginástica artística e de actividades desportivas de manipulação e que visa a combinação perfeita entre a música, o movimento corporal e o movimento dos aparelhos portáteis”.

A GR é uma disciplina que desenvolve determinadas capacidades motoras como a coordenação, a postura, o auto-controle, a flexibilidade, a força, a destreza, a resistência, o ritmo, a agilidade e o equilíbrio.

Existem dois tipos de competição na GR: individual e conjunto. Na competição individual, segundo regras da Federação Internacional de Ginástica, apenas quatro aparelhos são utilizados a cada ciclo olímpico, sendo a duração de cada exercício de 1’15” a 1’30.”

Os exercícios têm de ser realizados em cima de um praticável com as dimensões de 13m x 13m, sendo a altura mínima exigida de 8 metros.

Todas as saídas do praticável com um ou os dois pés ou com o apoio de qualquer outra parte do corpo para além dos limites regulamentares, tal como todas as saídas do aparelho do praticável, mesmo que volte por ele próprio, serão penalizadas.

Os conjuntos compostos por 5 ginastas executam obrigatoriamente dois exercícios diferentes, um com apenas um tipo de aparelho e outro com 2 tipos de aparelhos (ex: 10 maças; e 3 bolas e 2 fitas), com a duração de 2’15” a 2’30.”  Os conjuntos têm como característica típica “a participação de cada ginasta no trabalho de conjunto de forma homogénea e com espírito coletivo. A composição deve ser concebida de forma que a ideia de colaboração de todas as ginastas em todas as partes do exercício, seja bem visível.

O desempenho neste desporto está intimamente relacionado com o Código de Pontuação da Federação Internacional de Ginástica (FIG), que é atualizado a cada ciclo olímpico. As coreografias devem incluir todas as exigências especificadas no Código Internacional de Pontuação (CIP). São caracterizadas por uma ideia guia, realizada por um discurso motor unitário do início ao fim, com a utilização de todos os movimentos possíveis do corpo e do aparelho. Uma composição não deverá ser uma simples sucessão de dificuldades (FIG, 2013).

Em cada aparelho a ginasta é avaliada por um grupo de juízes dividida em dois grupos: um grupo que avalia a dificuldade e o outro que avalia a execução (falhas técnicas e artísticas)

 

Fonte: http://www.fgp-ginastica.pt

2018